O código de ética
Na assembleia-geral da Liga votava-se um código de ética. Antes da votação, o apito dourado, exposto à entrada como símbolo de transparência, deixou de estar à vista. O código foi aprovado por unanimidade. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Nove pessoas e um apito, uma por linha e uma por coluna. Nada te é dado de bandeja: vais precisar de mais do que uma hipótese até chegar ao fim.
Suspeitos
- Aurélia, a presidente da mesa da assembleia: Leu o código de ética em voz alta. Ninguém interrompeu, que era para despachar.
- Boaventura, o presidente de um clube pequeno: Votou a favor de tudo. Diz que num clube pequeno não se pode ser esquisito.
- Clarisse, a tradutora: Traduziu o código de ética para inglês. Em inglês ficou mais curto.
- Dagoberto, o presidente de um clube grande: Votou contra e depois a favor. Diz que se enganou no botão das duas vezes.
- Emília, a funcionária da receção: Entregou os crachás. Sobrou um crachá, mas não sobrou o apito.
- Filipe, o advogado da Liga: Escreveu o código de ética. Diz que tem exceções para tudo, menos para ele.
- Generosa, a senhora do bengaleiro: Guarda os casacos e não pergunta o que está nos bolsos. É a regra da casa.
- Hugo, o assessor de imprensa: Escreveu o comunicado da unanimidade antes da votação. Para poupar tempo.
- Isidoro, o funcionário da contagem dos votos: Contou os votos à mão. Deu unanimidade à primeira, o que nunca lhe tinha acontecido.