O sorteio à porta fechada
Depois das escutas, o sorteio dos árbitros passou a fazer-se à porta fechada, com notário e testemunhas. À porta fechada desapareceu o apito dourado. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Oito pessoas e um apito, uma por linha e uma por coluna. Quase nada te é dito diretamente: vais ter de cruzar tudo.
Suspeitos
- Augusto, o notário: Certifica que o sorteio é limpo. Também certificou que o apito estava lá antes.
- Benigna, a funcionária que segura o saco: Segura o saco das bolinhas há vinte anos. Diz que nunca olhou lá para dentro.
- Carmindo, o árbitro de serviço: Saiu no sorteio pela terceira semana seguida. Diz que é sorte.
- Dulcinda, a testemunha da federação: Viu o sorteio todo. Só piscou uma vez, e foi nessa altura.
- Ezequiel, o dirigente do clube visitante: Exigiu sorteio à porta fechada. Agora exige saber o que aconteceu lá dentro.
- Florinda, a jornalista que ficou à porta: Ficou à porta fechada, de ouvido encostado. Ouviu um apito.
- Gil, o segurança da porta: Fechou a porta, como lhe mandaram. Ninguém lhe disse para não a abrir.
- Hilária, a senhora do bar: Serve cafés com leite à porta fechada. Nunca serviu tantos como desde as escutas.