A visita do ministro
Uma semana depois do furto, o ministro foi a Tancos garantir que estava tudo sob controlo. Para a visita, mostraram-lhe a única granada que tinha sobrado. Quando o ministro se foi embora, ela também já lá não estava. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Nove pessoas e uma granada, uma por linha e uma por coluna. Nada te é dado de bandeja: vais precisar de mais do que uma hipótese até chegar ao fim.
Suspeitos
- Adolfo, o ministro da Defesa: Disse aos jornalistas que, no limite, pode não ter havido furto nenhum. Os jornalistas apontaram o limite.
- Brás, o comandante da base: Preparou a visita durante seis dias. Para o furto não tinha tido tempo.
- Constança, a assessora do ministro: Escreveu a frase do limite. Diz que no papel tinha menos limite.
- Diógenes, o cabo das comunicações: Montou o microfone para o discurso. O microfone apanhou tudo, menos a parte da granada.
- Esmeralda, a jornalista da televisão: Fez o direto à porta do paiol. No primeiro direto via-se a granada; no segundo, não.
- Fortunato, o sargento da arrecadação: Tirou a granada da arrecadação para a visita. Tem a assinatura de saída, falta a de entrada.
- Guiomar, a fotógrafa do ministério: Tirou duzentas fotografias ao ministro e uma à granada. Essa saiu tremida.
- Humberto, o cozinheiro da messe: Fez um almoço de sete pratos para o ministro. O ministro comeu dois e disse que estava tudo sob controlo.
- Isménia, a deputada da oposição: Veio sem ser convidada. Pediu para ver o paiol e disseram-lhe que estava fechado para visitas.