A reconstituição
Um ano depois, a Polícia Judiciária fez a reconstituição do furto, com cronómetro e figurantes. Correu tão bem que, no fim, voltou a faltar uma granada. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Oito pessoas e uma granada, uma por linha e uma por coluna. Quase nada te é dito diretamente: vais ter de cruzar tudo.
Suspeitos
- Alvarina, a inspetora da PJ: Cronometrou o furto em vinte e dois minutos, com figurantes. Sem figurantes ainda não testou.
- Bruno, o figurante que faz de ladrão: Ensaiou durante uma semana. Diz que agora era capaz de o fazer a sério, mas que não quer.
- Celestina, a figurante que faz de sentinela: Fez de sentinela que não viu nada. Disseram-lhe que estava muito realista.
- Damião, o cabo que esteve no quartel nessa noite: Esteve cá na noite verdadeira e veio ver a de mentira. Diz que a de mentira tem mais gente.
- Evangelina, a jornalista que segue o caso: Segue o caso desde o primeiro dia. Já passou mais horas em Tancos do que alguns militares.
- Filinto, o técnico do cronómetro: Tem o único cronómetro da reconstituição. Parou-o duas vezes e nunca disse porquê.
- Gracinda, a advogada de um dos arguidos: Veio garantir que a reconstituição não reconstituía nada. Tomou notas de tudo.
- Heitor, o motorista do camião: Fez de camião de fuga. Diz que o camião verdadeiro era maior, e ninguém sabe como é que ele sabe.