O descampado
Quatro meses depois, o material apareceu num descampado a vinte quilómetros, depois de um telefonema anónimo. Faltava uma granada. Oito pessoas foram ao descampado, e cada uma conta a descoberta à sua maneira. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Oito pessoas e uma granada, uma por linha e uma por coluna. Quase nada te é dito diretamente: vais ter de cruzar tudo.
Suspeitos
- Anastácio, o inspetor da PJM: Encontrou o material à primeira tentativa, no sítio exato do telefonema. Diz que foi faro.
- Basília, a guarda da GNR: Chegou ao descampado e o material já estava encontrado. Encontrou a PJM.
- Cornélio, o dono do terreno: Soube pela televisão que tinha material de guerra no descampado. Agora quer saber quem paga a renda.
- Deodata, a vizinha que ouviu o telefonema: Tem telefone fixo e ouvido apurado. Diz que o anónimo tinha sotaque de quem sabia.
- Efigénio, o fotógrafo do jornal regional: Fotografou as caixas de todos os ângulos. Em nenhum ângulo aparecem todas.
- Faustina, a perita em explosivos: Contou as granadas duas vezes. Deu o mesmo número das duas, e não era o certo.
- Gonçalo, o pastor: Passa ali todos os dias com o rebanho e nunca viu caixas. As ovelhas também não.
- Hilário, o motorista do reboque: Veio buscar as caixas e esperou três horas pelas fotografias.