A noite do furto
Na noite do furto, oito pessoas andaram perto dos paióis. Todas dizem que a ronda foi feita. Ninguém diz por quem. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Oito pessoas e uma granada, uma por linha e uma por coluna. Quase nada te é dito diretamente: vais ter de cruzar tudo.
Suspeitos
- Abraão, o cabo da ronda das duas: Fez a ronda das duas às duas e cinco. Diz que o resto era mato.
- Benedito, o soldado da torre de vigia: Vigiou a noite toda com binóculos. Os binóculos tinham a tampa posta.
- Cacilda, a sargento de dia: Assinou o livro da ronda às seis da manhã, com a letra de toda a gente.
- Dionília, a cozinheira da messe: Fez sopa para doze e só apareceram oito. Diz que os outros quatro estavam de serviço noutro lado.
- Eusébio, o eletricista do quartel: Andava a arranjar a vedação elétrica, que não tinha eletricidade desde o ano anterior.
- Fernanda, a tenente de serviço: Dormiu com o telefone ao lado. O telefone não tocou, por isso dormiu bem.
- Gualter, o soldado condutor: Levou a carrinha à oficina às três da manhã. A oficina abre às nove.
- Herculana, a pastora que passa pelo terreno: Leva as ovelhas pelo buraco da vedação há anos. Nessa noite as ovelhas foram as únicas a não passar.