O telefonema das três da manhã
Às três da manhã alguém telefonou a dizer onde estavam as armas. Às três e um quarto já havia oito pessoas no terreno, e nenhuma sabia quem tinha ligado. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Oito pessoas e uma granada, uma por linha e uma por coluna. Quase nada te é dito diretamente: vais ter de cruzar tudo.
Suspeitos
- Agnelo, o agente que atendeu o telefone: Atendeu a chamada anónima e tomou nota de tudo. A nota diz "descampado".
- Branca, a procuradora: Chegou com um mandado e uma lanterna. A lanterna deu mais jeito.
- Cláudio, o investigador da polícia militar: Encontrou as armas em vinte minutos. Diz que foi intuição. A intuição tinha coordenadas.
- Dionísia, a dona do terreno: Acordou às três da manhã com oito pessoas no quintal. Ofereceu café a todas.
- Elísio, o agricultor vizinho: Passa no descampado todos os dias. Nunca reparou em caixas de armas, mas repara em tudo o resto.
- Francelina, a jornalista de serviço: Chegou antes da polícia. Diz que foi pura sorte, e a sorte também lhe telefonou.
- Gaudêncio, o motorista da carrinha: Levou as armas de volta para o quartel. Faltava uma, mas a carrinha ia cheia.
- Herculano, o comandante do posto: Não sabe quem telefonou. Sabe só que o número era muito parecido com o do posto.