O refrão no casamento
Num casamento numa quinta, os noivos pediram à banda o refrão do carro do supermercado. A banda tocou, os convidados cantaram e o microfone saiu da festa sem ninguém dar por isso. Algumas pistas deste caso vêm em forma de charada. Se uma te travar, a ajuda decifra-a. Oito pessoas e um microfone, uma por linha e uma por coluna. Quase nada te é dito diretamente: vais ter de cruzar tudo.
Suspeitos
- Amândio, o pai da noiva: Pagou a banda, o bolo e as flores. Diz que o microfone também era dele.
- Bruna, a noiva: Pediu o refrão para a primeira dança. Dançou sozinha, porque o noivo estava a filmar.
- Carlos, o noivo: Filmou a primeira dança ao alto e com o dedo à frente. Diz que é arte.
- Dília, a madrinha: Chorou na cerimónia, no copo-d'água e no refrão. Ainda não parou.
- Edmundo, o vocalista da banda: Canta em casamentos há trinta anos. Nunca lhe tinham pedido o mesmo refrão tantas vezes na mesma noite.
- Flora, a florista: Fez os arranjos com flores do campo e um carrinho de supermercado em miniatura. Foi ideia dos noivos.
- Gualdim, o fotógrafo: Tirou quatro mil fotografias. Em nenhuma aparece o microfone, porque estava sempre a fotografar o bolo.
- Helena, a cozinheira da quinta: Fez cabrito para cento e vinte. Diz que da cozinha não se ouvia o refrão, mas cantou-o na mesma.