Em sede própria
Em maio de 2026, a humorista estreou um espetáculo novo, Em Sede Própria, inspirado nos meses de tribunal. Andou pelo país em salas cheias. Numa das noites, a claquete que se usava para filmar o espetáculo desapareceu entre a plateia e os bastidores. Nove pessoas e uma claquete, uma por linha e uma por coluna. Nada te é dado de bandeja: vais precisar de mais do que uma hipótese até chegar ao fim.
Suspeitos
- Abílio, o bilheteiro: Vendeu os bilhetes todos em dois dias. Ficou com o último para ele, que é a regra da casa.
- Bernardete, a assistente de cena: Muda os adereços entre números. Um dos adereços é uma toga, que ninguém sabe onde arranjaram.
- Custódio, o técnico de luz: Afina os focos ao milímetro. Diz que no tribunal a luz era pior.
- Dulce, a espectadora da fila um: Comprou bilhete para a fila um em todas as cidades. Diz que é colecionadora.
- Evaristo, o diretor do teatro: Esgotou a sala e ainda pôs cadeiras no corredor. A inspeção não precisa de saber.
- Fabíola, a realizadora do registo: Filma o espetáculo para um dia passar na televisão. Bate a claquete antes de cada número.
- Gil, o empregado do bar: Ao intervalo vende gin e citações do espetáculo. O gin rende mais.
- Hortência, a costureira do guarda-roupa: Ajustou a toga dos adereços três vezes. Diz que ainda está larga nos ombros.
- Ivo, o porteiro da entrada de artistas: Não deixa entrar ninguém sem nome na lista. A claquete não tinha nome na lista e saiu na mesma.