Vergonha alheia
Na rádio, os irmãos admitiram que, ao ver a transmissão de Portimão, também sentiram vergonha alheia: no autódromo tinha-lhes soado perfeito. A frase correu os jornais. Nessa tarde, a carta registada desapareceu da sala de ensaios. Nem todas as linhas e colunas precisam de estar ocupadas.
Suspeitos
- Alípio, o baterista da banda: Toca com a dupla há quinze anos. Diz que em Portimão não havia bateria, por isso a culpa não é dele.
- Brunilde, a jornalista de uma revista: Veio fazer uma entrevista sobre o disco de Natal. Só lhe perguntaram pelo hino.
- Cipriano, o técnico de gravação: Grava tudo duas vezes, por precaução. Tem a frase da vergonha alheia em três formatos.
- Delfina, a vizinha do lado: Ouve os ensaios através da parede há anos. Diz que o hino é a única música que ela sabe a letra.