Assassinaram A Portuguesa
Nessa noite as redes já tinham um veredicto: tinham "assassinado A Portuguesa". Houve quem falasse em fado, houve quem falasse em crime. O auricular de retorno continuava desaparecido no autódromo. Quatro pessoas e um auricular: uma pessoa por linha, uma por coluna. Quem ficar sozinho com ele na mesma sala é quem procuras.
Suspeitos
- Aurélio, o empregado do bar: Ouviu o hino da transmissão do bar, com o som da televisão no mínimo. Diz que estava ótimo.
- Benedita, a enfermeira do posto médico: Tratou de duas quedas e de um senhor que se engasgou no refrão. Nada de grave.
- Cláudio, o fã que veio de propósito: Fez quinhentos quilómetros para ouvir a dupla. Ouviu, gostou e só soube que era um crime ao chegar a casa.
- Doroteia, a gestora de redes sociais: Publicou o hino em direto na conta oficial. Às dez da noite já tinha desligado os comentários.